▪ Já não existe mais o velho negócio da comunicação, que por duzentos anos, pelo menos, sustentou-se na geração de conteúdos, formando opiniões, influenciando pessoas — houve um tempo em que até foi chamado de 'quarto poder'. 

▪ Em quase todo o mundo, unindo-se aos segmentos políticos mais atrasados de cada país, esse anacronismo ainda luta para manter uma parcela de seus privilégios, mas não terá sucesso. Vive sua agonia.

▪ O caminho que o planeta está trilhando aponta para a construção da individualidade. Esta individualidade que se opõe ao individualismo, pois tem suas raízes no empoderamento do ser humano. Na percepção de que todo indivíduo possui em si a força da natureza e que ao exercitá-la estará construindo o seu destino, em conjunto com os demais integrantes da grande tribo. Bem diferente da apologia do individualismo, essa atitude regressiva que só poderia nos conduzir à barbárie.

▪ Prova de que o advento da internet é o fato novo dos últimos quarenta anos, e o início de uma grande revolução, é exatamente o processo por ela deflagrado de substituição do velho negócio da mídia — ou μέδια, media, como diriam os gregos — pelos canais fragmentados e disseminados das redes sociais. 

▪ Este site-blog, por exemplo, é produzido no Brasil e alojado em um host da Suiça operado a partir da República Checa. Seu responsável é, por acaso, um jornalista de profissão, mas na verdade apenas um cidadão comum, com opiniões, ideias e o direito de compartilhá-las, contribuindo ou não para formar opiniões. Como tantos milhões de outros indivíduos.