A cara da velhacaria

13/01/2017 09:42

Olhem a cara do Temer, qualquer cara, em qualquer situação...

Olhem a do FHC, do Serra, do Aécio, do Mendes, do Alckmin, do Padilha.

Do Janot, do Moro e de seus procuradores.

Olhem a cara de todos esses homens e mulheres que atuaram para depor Dilma Rousseff, uma Presidenta da República eleita com mais de 54,5 milhões de votos, e sem crime de responsabilidade.

Essas, senhoras e senhores, são a cara da velhacaria, das pessoas subreptícias, da maldade indisfarçável, dos interesses inconfessáveis, da traição usada como método para gerir a vida pública. Prestem atenção, pois suas obras começam a aparecer à luz do dia.

Já se disse tudo sobre este tempo sombrio em que estamos vivendo, em especial no Brasil.

Nenhum alerta resta a ser feito, para chamar a atenção da opinião pública sobre a profundidade e a largura do buraco em que estão jogando esta e as próximas gerações de brasileiros.

Tudo em volta está ruindo.

Aponte para qualquer setor da sociedade, qualquer um, e lá haverá uma crise instalada.

Mas não se engane, a desgraça está apenas no começo. Muito pior vai ficar.

As contas estão atrasando, as empresas vêm deixando de vender seus produtos e serviços, as indústrias estão reduzindo suas produções, o desemprego dispara, os compromissos financeiros assumidos há um ano não vêm sendo cumpridos por ninguém, as reservas de poupança das famílias estão minguando, todo mundo está inquieto.

Vivemos, ainda, o que na psicologia se define como "processo de negação", um mecanismo de defesa em princípio inconsciente, no qual a pessoa envolvida numa situação terrível se recusa a aceitar a gravidade dos fatos. No máximo, considera que o problema diz respeito ao vizinho, não a ela.

Breve, muito em breve — porque estamos vivendo a era das comunicações instantâneas — esse estado de negação será confrontado com a dura realidade. Nesse momento, cada um dos distraídos de hoje haverá de reconhecer a cara de seus algozes. Estes mesmos que estão aí nas manchetes: Temer, FHC, Serra, Aécio, Mendes, Alckmin, Padilha, Janot, Moro, etc. etc. etc.