A mudança que está em curso

06/01/2017 10:57

Não sou adepto do 'quanto pior, melhor', aquela estratégia que o PSDB, o PMDB e seus partidinhos parasitas utilizaram contra Dilma Rousseff, no período 2015-2016, visando inviabilizar o governo e preparar o terreno para a derrubada, sem crime de responsabilidade, de uma Presidenta legitimamente eleita.

Não torço contra o Brasil, contra o nosso povo.

Apenas observo a realidade e arrisco apontar tendências, com base na ordem natural das coisas.

No post anterior, escrevi sobre a rápida frustração das pessoas com os governantes direitistas que acabam de ser eleitos para milhares de prefeituras Brasil afora. E que essa frustração poderá vir a ser, de fato, o combustível de uma ampla mudança no rumo da política nacional.

Por quê isto?

Porque o perfil da esmagadora maioria dos novos prefeitos eleitos (dos 5.545 municípios que tiveram eleições, incluindo o Distrito Federal, o PMDB, conquistou 1.037 cidades; o PSDB, 803; o PSD, 541; o PP, 495; o PSB, 415; o PDT, 336; o PR, 298; o DEM, 267; o PTB, 261; Outros, 837; e o PT, 255 cidades, caindo da 3ª para a 10ª posição) espelha as expectativas irreais depositadas sobre o governo do traidor.

E porque o chamado 'governo Temer', o usurpador, já está em pleno processo de naufrágio, fazendo água por todos os lados.

O desemprego dispara.

A violência explode.

As falências se ampliam.

A economia se deteriora.

As expectativa se frustram.

Aumenta o desespero das pessoas e das corporações.

Consolida-se o descrédito nas instituições que o avalizaram — Judiciário, Legislativo, Mídia.

E agora, José?