Acabou a racionalidade. Vivemos o SIM e o NÃO

14/05/2017 09:36

Estamos vivendo a era do confronto direto.

Chega de condescendência com filhos da puta.

Não há mais argumentação racional possível.

É inútil tentar dialogar com a realidade crua deste instante.

Qualquer iniciativa nesse sentido serve tão somente para que os inimigos se imponham, mais ainda, tripudiando sobre o que parece ser a nossa fraqueza, sobre a debilidade daqueles que ousam defender a democracia, o diálogo, a retomada do processo civilizatório pela via do consenso.

Chega de auto-engano!

É preciso ter claro que não há mais espaço para temperanças.

Este momento da história do homem é, de novo e sempre, um momento de confrontos abertos, binários, sem nuances.

Estamos em pleno Sim e Não.

Não se trata de OU, de alternativa, de possibilidade de escolha.

É Sim. E é Não.

É Não. E é Sim.

Cada um que escolha o seu lado, de acordo com suas convicções, ou mesmo conveniências. E o defenda com todas as armas de que for capaz. Literalmente todas, porque esta é a atitude do inimigo.

Regredimos, senhoras e senhores, aos primórdios das relações humanas.

Nesta era de comunicações instantâneas, estamos vivendo um novo vale-tudo, uma neoselvageria. Naturalmente sem regras, sem arrependimentos, sem culpas.

Os que estávamos do lado da racionalidade, fomos superados pela novíssima dinâmica brutal.

Num primeiro momento, não a entendemos.

Num segundo, a recusamos.

Recentemente, tentamos reagir a essa brutalidade perniciosa com um 'Vem cá, calma, peraí...", ou seja, com armas patéticas, ineficazes, ridículas.

O ódio comanda. E chega!

A hora de confronto está posta. É incontornável.

Contra a infâmia, devolva-se a infâmia.

A única resposta possível à vilania é a sua total e completa destruição.

Morte ao inimigo!

Este é o ponto a que chegamos. Ou melhor, ao qual retornamos.

Fim de um tempo, para outro começar.

Como disse Gilberto Gil há uns quarenta anos, em outro contexto e com outros objetivos:

"A cultura e a civilização/Elas que se danem, ou não".