Feliz 2014

27/12/2013 13:54

2013 foi um tempo de inflexão, e não só para o Brasil. Em seus agora quase 365 dias e seis horas testemunhamos a extinção de velhos líderes, sendo Nelson Mandela o mais expressivo, o que é sempre de lamentar. Mas vimos, em compensação, o surgimento deste fato novo: a perspectiva de reconstrução da democracia. Não aquela que delegava a parcelas da sociedade o poder de nos representar, estando assim, com respaldo institucional, plenamente autorizadas a decidir sobre os destinos da maioria.

 

Não, esse modelo de democracia está esgotado mercê da realidade, tantas vezes provada, de que os impulsos mais nobres que porventura tenham originado as ações daquelas parcelas de representantes acabam se perdendo pelos caminhos da prática política. Seja pela força de mesquinhos interesses, seja pela imposição de ideologias.

 

Qual democracia se construirá, então? Não sei, e talvez não tenha tempo de vê-la. Sei apenas que exigirá a participação de muitos atores mais. Uns atuando na proposição. Outros na execução. E todos aferindo os resultados, intercambiando papéis, agindo e interagindo em prol do avanço civilizatório.

 

As ferramentas para a construção dessa nova-velha democracia estão sendo dadas e aprimoradas. É só olharmos em volta: a incontornabilidade da comunicação globalizada, a expansão crescente da banda larga, a emergência e o aprimoramento das redes sociais, a ocorrência dos wikileaks e edward snowdens, o advento futuro dos algoritmos de encriptação costumizados etc.