Estamos (quase) sem saída

28/02/2015 10:32

Se há uma lição a tirar destes tempos, esta é perda total da ilusão. Concomitante à expansão do infantilismo entre as gerações que vêm se formando nos últimos cinquenta anos, num ritmo que se acelerou desde a absorção do movimento underground pelo velho sistema. 

 

A ilusão perdida -- ou a confirmação do que já se anunciava na primeira metade do século passado, com o Existencialismo -- está circunscrita a uma pequena parcela da população mundial, a que encerra seu ciclo terreno. Já o infantilismo expandido é o preço a pagar pelo modelo de civilização que escolhemos -- há milênios.

 

A realidade dramática do estado de coisas de hoje é que, graças às telecomunicações digitais, mais pessoas ganham acesso a informações, sem que tenham sido previamente educadas para interpretá-las. 

 

O que resta é a massa que nos cerca, constituída de seres humanos mal-educados, em todos os sentidos; manipulados pelos interesses mais mesquinhos; conduzidos pelas lideranças mais perniciosas.

 

A tragédia disto é que amamos as facilidades que a civilização conquistou e vem conquistando, mas estes luxos são a nossa perdição. Alguns estão conscientes disto. A maioria, a massa, não possui idade mental para entender. Está presa ao infantilismo.

 

E ainda tem gente com medo da Filosofia. É uma pena, pois Kant nos ajudaria muito nesta hora fundamental...