O fim do autoengano

09/11/2016 07:05

Assim como nós, brasileiros engajados no avanço civilizatório, fomos lançados neste turbilhão de retrocessos em que nos encontramos desde a deposição sem crime de uma governante democraticamente eleita, Dilma Rousseff, o mesmo acontece hoje, 9 de novembro de 2016, com os norte-americanos e com todos, numa escala planetária, pois o resto do mundo toma esse país como seu modelo e guardião de uma certa democracia.

As incontestáveis vitórias de Donald Trump e dos republicanos na Câmara e no Senado — sim, são duas vitórias bem diferentes — põem fim, de vez, à era do autoengano. Aqui, lá e em todo lugar, o que está evidentemente claro é o retumbante adeus a este autoengano em que vivíamos, em especial desde meados do século passado, quando se descobriu que as guerras produziam riquezas.

Mais do que uma descoberta, a evidência do poder fomentador das carnificinas foi demonstrada e codificada por seus formuladores, aqueles que pensam e executam os "horrores", como Francis Ford Coppola já havia identificado e denunciado em seu "Apocalypse Now". Entenderam esses senhores que a nossa civilização foi construída, desde as cavernas, a partir do culto do poder da força. E que, dentre suas ferramentas, está até mesmo a manipulação da razão.   

 

LEIA, por exemplo:

Agora, quando demos adeus às ilusões

Um mundo acabou

Uma ignorância monstruosa está na controle

Restou um grito

 

E, se quiser:

Do que se fazem as salsichas