O que eles querem é impunidade. Basta!

24/11/2016 15:21

Juízes e promotores brasileiros, vejam só!, querem cometer crimes sem terem de responder por eles. Querem uma bizarra, ridícula, quase cínica liberdade de fazer o que bem entenderem, denunciar e julgar a quem lhes aprouver, baseando-se, por exemplo, tão-somente em suas convicções — vale dizer, seus gostos pessoais.

Caso, um dia, alguma de suas vítimas vier a demonstrar inocência, que se dane, pois já terá cumprido longa pena e aquele juiz e/ou promotor estará a essa altura plenamente satisfeito em seu desiderato.

Sim, a História, lá na frente, haverá de lançar no lixo e na vala comum do desprezo o tal juiz e/ou promotor, mas, até aí, "Inês é morta", o mal já terá sido feito e consumado...

É isso o que esses juízes e promotores brasileiros querem, a impunidade.

Já não lhes basta embolsarem mensalmente régios salários — os mais altos do mundo em suas profissões, dizem.

Já não lhes serve se aposentarem com salário integral, mesmo quando são flagrados e condenados por crimes inquestionáveis.

Já não lhes satisfaz toda a rede de proteção que seus pares lhes estendem quando são denunciados por suas vítimas.

Não, eles querem agora estar ao largo e além do alcance de quaisquer punições por eventuais malfeitos. Querem uma lei que os coloque acima do bem e do mal. Uma lei só pra eles!

A pergunta que se faz é a seguinte: Esses sujeitos perderam a razão?

É preciso que alguém lhes lembre, ou grite em seus ouvidos, que juízes e promotores são cidadãos que passaram num concurso público com a incumbência social de aplicar as leis de seu país, agindo com isenção e presteza.

Não estão acima de nada nem de ninguém. Nem mesmo foram eleitos por voto popular, sabendo-se que até mesmo esses que se elegem (membros dos poderes Legislativo e Executivo) são permanentemente julgados por aqueles que os escolheram nas urnas e tantas vezes punidos com a derrota, numa seguinte eleição.

Não, senhores juízes e promotores brasileiros. Alguns dos senhores estão indo longe demais em suas alucinações de grandeza. A imaturidade lhes subiu à cabeça? Basta!